Especialistas apresentam estratégias para identificar dinheiro ilícito com o uso de softwares e métodos de análise de dados
Salvador, 13/04/10 (MJ) - A tecnologia pode ser uma grande aliada no combate à lavagem de dinheiro. Foi o que defendeu o coordenador do Laboratório de Tecnologia, mais conhecido como Lab-LD, Tarcísio Maria, na manhã desta terça-feira (13) durante o 12º Congresso das Nações Unidas sobre Prevenção ao Crime e Justiça Criminal. O Lab-LD integra o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), desenvolvido pelo Ministério da Justiça.
Dando continuidade ao ciclo de demonstrações sobre o funcionamento do laboratório, o especialista demonstrou como uma boa coleta de dados é essencial em qualquer caso. “A informação tem valor se ela estiver disponível na hora em que é solicitada e com segurança”, resumiu o palestrante.
A maior dificuldade consiste em identificar os recursos oriundos do crime em meio a um emaranhado de contas bancárias, algumas suspeitas, outras nem tanto. A Polícia Federal precisa saber se uma conta "x" movimentou uma quantia que tenha a ver com uma conta "y". Até mesmo para um especialista é difícil detectar o longo caminho que o dinheiro pode fazer. Mas a tarefa se torna mais viável com a ajuda de um software devidamente programado para isso.
É como marcar uma nota de R$ 2 e querer saber onde ela foi parar anos depois. Tecnicamente, este trabalho é chamado de análise de redes de relacionamento, filtros que selecionam conexões aqui e ali. “É possível investigar até depoimentos, e-mails e traçar um panorama das palavras mais usadas por um suspeito”, segundo Tarcísio. Isso se chama tecnologia da informação e já é uma realidade no Brasil.
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