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Quarta-feira, 17 de outubro de 2012
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Povos Indígenas » O Índio  »  Rituais Indígenas  »  Ritual: Kuarup. Etnia: Índios do Alto Xingu
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Ritual: Kuarup. Etnia: Índios do Alto Xingu

Localização: Terra Indígena Parque do Xingu (MT)


O Kuarup é um importante ritual realizado pelos índios Awetí, Kalapalo, Kamayurá, Kuikuro, Matipú Mehinako, Nahukuá, Trumai, Ywalapití e Waurá, que habitam a região sul do Parque do Xingu, conhecida como “Alto Xingu”. O ritual Kuarup acontece uma vez por ano, durante a estação seca, aproximadamente entre os meses de julho e setembro, e é marcada por choros e lamentações, numa saudação dos índios a seus mortos, encerrando o período de luto. É quando os índios choram, pela última vez, os seus mortos. 

Quando morre algum membro de uma aldeia, os seus parentes precisam se organizar para festeja-lo no Kuarup, pois a realização do ritual exige um grande incremento na produção de alimentos. A morte de um membro de grande prestígio social vem mobilizar toda a aldeia para os preparativos do ritual e para a cumulação da produção necessária. A família do morto será a anfitriã dos participantes das outras aldeias convidadas e a encarregada de prover-lhes alimento durante a festa. Outras famílias, de menor posição social e econômica, que também querem prestar homenagem a seus mortos, contribuem de maneira mais modesta.

Os preparativos começam 15 dias antes. São realizadas grandes pescarias, pois o grupo tem que oferecer alimentação para outros grupos convidados. Uma semana antes da cerimônia são cortados os troncos que representam os mortos. Eles ficam escondidos na mata até a véspera do cerimonial. O ápice do ritual é precedido por uma série de atividades: a preparação dos alimentos derivados da mandioca, a pescaria a busca dos troncos e o preparo dos ornamentos.  Os pariat (mensageiros) saem convidando outras aldeias. Preparados os troncos, eles são colocados em seus devidos lugares. As mulheres são obrigadas a ficar nas malocas, de portas fechadas. Quando os troncos são enfiados nos buracos, os índios dão um grande grito. É o sinal para que as mulheres possam sair, trazendo os adornos dos seus mortos para iniciar o ritual. Os parentes, chorando, vão colocando plumas, colares e tudo o mais que o morto usava, como se estivessem vivos.

Os rapazes entre 16 e 17 anos encontram-se recolhidos às malocas, há três meses e o mesmo ocorre com as moças púberes. Eles só saem da reclusão no dia do Kuarup. Eles para lutar o huka-huka e as moças para serem apresentadas. Ao amanhecer, os índios  pintam os lutadores de huka-huka, que permanecem toda a noite em claro, pois, crêem que se dormirem, poderão sonhar e perder a luta. O dono da festa vai até o centro da aldeia e começa a chamar os lutadores. O primeiro grupo é formado por sete lutadores que, ao serem chamados, vão se colocando de joelhos, com as mãos no chão, em frente ao grupo a ser desafiado. O mesmo é repetido com relação a todos os grupos visitantes. Quando os sete homens se defrontam, começa o combate entre os rapazes que saíram da reclusão. Encerrada a apresentação, as moças que estavam enclausuradas e que irão se casar, acompanham os tocadores de flauta uruá pela aldeia, dançando com as mãos em seus ombros e entrando de maloca em maloca. No final da tarde, os tronos Kuarup são retirados dos buracos e jogados no rio ou na lagoa. Nesse momento os índios choram, pela última vez, a memória dos seus mortos.

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