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Quarta-feira, 17 de outubro de 2012
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Povos Indígenas » O Índio  »  Rituais Indígenas  »  Ritual: Danhõnõ. Etnia: Xavante
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Ritual: Danhõnõ. Etnia: Xavante

(Cerimônia de passagem da adolescência para a vida adulta)

Localização: Mato Grosso

 

O Danhõnõ compreende várias etapas e dura, aproximadamente, 4 meses.  Antes do início do Danhõnõ, os adolescentes, com idades entre 14 a 16 anos, podendo variar para mais ou para menos, de acordo com a vontade dos pais, são tirados da família e passam a morar em uma única casa, a , (casa dos adolescentes) especialmente destinada a eles, onde ficarão reclusos, por cerca de 5 anos, só saindo para tomar  banhos e fazer as suas necessidades. As refeições lhes são levadas por seus irmãos, ou irmãs com idades de até 10 anos. A partir desse momento, passam a ser chamados genericamente de Wapté.  Findo esse prazo, inicia-se, de fato, o Danhõnõ.

A primeira etapa é desenvolvida, por cerca de 30 dias, onde os agora Wate’wa ficarão batendo a água, de modo que ela molhe as suas orelhas (afirmam que sendo molhadas por tão longo período, ficam adormecidas e isso facilitará a sua furação, o que ocorre após esse período). No dia do Dapo’redzapu (furação das orelhas dos futuros guerreiros Xavante), os já Herói’wa (designação dada pelos familiares, já que ele não podem citar o nome dos futuros guerreiros) voltam para a frente das casas dos pais, onde, sentados em uma esteira, terão furadas as suas orelhas. Algumas mães, antes da furação, molham as orelhas de seus filhos com água bem gelada; imaginam que assim fazendo, o seu filho não sentirá tanta dor. (nome da taquara que é enfiada na orelha).

Dapo’redzapu é a cerimônia mais solene do ritual de passagem. O cerimonial propriamente tem início quando o padrinho se ajoelha com a perna direita diante do jovem. Coloca diante de si uma cabaça e retira de dentro dela, com a mão direita, o osso de onça, passando-o na boca para umedecer com saliva. Depois firma o lóbulo da orelha direita e, após observar se a pontinha do osso está na posição exata para sair na parte posterior do lóbulo, começa a empurrá-lo até que a orelha esteja furada. Feito isso, apanha um dos pauzinhos (brutehi) da cabaça e o coloca na orelha, à medida que retira o osso.  O mesmo procedimento é repetido para a orelha esquerda. Outras cerimônias se seguem durante quatro dias. A festa termina quando os jovens realizam uma corrida de toras, numa demonstração de que se tornaram adultos. A corrida de buriti serve, como dizem os Xavante, para dar rowẽ da (alegria e felicidade).

Mas a formação do guerreiro apenas se inicia. Durante três meses eles receberão ensinamentos dos índios mais experientes. Numa dessas fases, participarão de uma grande caçada coletiva ao lado de todos os homens da aldeia, finda a qual já serão considerados guerreiros, podendo, a partir de então, casar com as moças que já lhe estão prometidas.

Referência: Revista Atualidade Indígena nº16 – 1979  e Rafael  Wederó’ówa Wéré’é, da Aldeia Hu’uhi, Mato Grosso

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