Os Cinta Larga promovem várias festividades, em diferentes períodos do ano. A mais importante, o Wibará, se realiza em dezembro, para homenagear o trovão, o deus do firmamento – Goyano, segundo os índios, o criador de Zuy, a chuva que faz nascer os legumes.
O Wibirá é um ritual simples. Começa dentro da maloca e depois sai pelo terreiro, sempre comandada por um líder. Fazem uma grande fila de homens que se dão as mãos, enquanto as mulheres se unem por trás dos homens. Ao som de grandes flautas de bambu Waepo – tocadas por três grandes maestros escolhidos pela tribo, os Cinta Larga dançam, marcando o ritmo com três passos à frente e três para trás.
Durante o ritual os índios pintam-se de urucum, jenipapo, fazem máscaras, cocares e muita Yuá (chicha), a bebida indispensável para a ocasião.