Seminário sobre Operação Condor reúne especialistas na Câmara
A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça e a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça da Câmara dos Deputados promovem na quarta e quinta-feira, dias 4 e 5 de julho, o seminário Internacional Operação Condor. Os participantes da reunião querem estabelecer interlocuções que permitam o desenvolvimento de ações integradas de busca pela verdade.
Criada em 1960, a operação Condor foi uma aliança político-militar entre os regimes ditatoriais de cinco países da América do Sul: Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai. O objetivo era coordenar a repressão aos opositores dessas ditaduras e eliminar líderes de esquerda da região.
O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, afirma que a América do Sul tem na Operação Condor um triste marco de cooperação. “Nosso objetivo agora é uma nova forma de integração, voltada para a democracia. Queremos discutir caminhos para que, juntos, possamos esclarecer toda a verdade sobre o período”. A parceria com a – complementa ele – tem o objetivo de gerar integração e somar forças para avançar rumo à integração regional sobre tratamento dos legados autoritários.
Na abertura, estarão presentes o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão; o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia; a deputada Luiza Erundina; o deputado Domingos Dutra, dentre outras autoridades.
Também estão confirmadas as presenças do ex-militante contra a ditadura no Uruguai e atual deputado pelo partido Victoria del Pueblo (PVP) Luiz Puig Cardozo; o juiz federal argentino e autor de obras sobre a Operação Condor Daniel Rafecas; o médico e militante pelos direitos humanos no Paraguai Alfredo Boccia Paz; a professora e pesquisadora da Universidade de Long Island (Nova York, EUA) J. Patrice McSherry; a jornalista chilena Mónica González, fundadora e diretora da fundação Centro de Investigación Periodística; o ativista brasileiro pela defesa dos direitos humanos no Cone Sul Jair Krischke.