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A sociedade democrática em que
vivemos reconhece e protege o direito à vida, à segurança e
à propriedade. Exatamente por isso é que os brasileiros
contam com a proteção das polícias, que trabalham para
garantir esses direitos. Em contrapartida, o estado democrático
de direito também exige que as forças policiais operem com
eficiência e com respeito à liberdade e à integridade física
dos cidadãos suspeitos de terem cometido delitos e mesmo
daqueles recolhidos às instituições prisionais.
Significa
dizer claramente que a sociedade quer uma polícia eficiente,
que cumpra com o seu dever constitucional usando métodos
científicos de investigação, detendo os suspeitos,
assegurando a correta apuração dos fatos e garantindo a
integridade física de toda pessoa sob detenção ou prisão.
Tudo isso com respeito aos direitos desses cidadãos, que não
devem sofrer qualquer espécie de tortura. Afinal, tortura no
Brasil é crime e sua prática precisa ser combatida.
A
campanha desencadeada pela Secretaria Especial dos Direitos
Humanos tem como objetivo consolidar a polícia
cidadã, cuja missão dever ser a promoção da segurança pública
e a proteção da sociedade, com eficiência, mas dentro dos
limites da lei.
O
SOS TORTURA é uma central nacional de denúncias, sediada em
Brasília, com braços
operacionais nos estados, cuja estrutura e funcionamento
estão a cargo do Movimento Nacional de
Direitos Humanos - MNDH, uma organização não-governamental. Qualquer pessoa
que tiver conhecimento de um ato de tortura poderá telefonar
para o número 0800 707 5551 e registrar a denúncia.
A ligação é gratuita e a identidade do denunciante
é confidencial.
O
SOS TORTURA funciona de segunda a sexta-feira das 9:00
às 18:00 horas e seus operadores foram treinados para dar o
melhor encaminhamento às denúncias. O SOS TORTURA
conta com uma estrutura de vinte centrais de monitoramento
espalhadas pelas cinco regiões do país, com capacidade de
controle e fiscalização dessas ocorrências. Cada denúncia
receberá um número de identificação, permitindo ao
denunciante contatar periodicamente a central para verificar o
andamento da investigação.
Para
que a tortura seja banida das delegacias de polícia, quartéis
e instituições prisionais no Brasil, entretanto, precisamos
contar com a adesão e a participação decidida da população
em geral, e das forças policiais e instituições prisionais
em particular. A sociedade brasileira está segura de que a
grande maioria dos policiais e agentes penitenciários deseja
ser motivo de orgulho para todo país. Veja
a íntegra da publicação
'Campanha
Nacional Permanente
de Combate à Tortura'
(arquivo .pdf)
e o
primeiro
Relatório Anual de Atividades
(arquivo
.zip)
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